Pesquisar este blog

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Férias Frustradas de Verão


Lançado precipitadamente direto em DVD no Brasil, “Férias Frustradas de Verão” é uma comédia romântica juvenil nostálgica e tocante.

Qual o critério de seleção dos distribuidores brasileiros ao decidirem se lançam ou não um filme nos cinemas? A pergunta reflete uma indignação antiga de cinéfilos nacionais que já se cansaram de ver produções brilhantes saírem direto em DVD, enquanto outras medíocres têm seu lugar garantido nas telonas. Devido a decisões do tipo, somos forçados a assistir preciosidades cinematográficas em uma televisão pequena no sofá de casa sem a mesma emoção e clima da grande sala escura. Como se não bastasse, ainda tratam de dar ao longa um nome ridículo à lá Sessão da Tarde, dificultando sua identificação pelos que já ficaram de olho no bom lançamento internacional. Mas “Férias Frustradas de Verão” (“Adventureland”, em título menos vergonhoso) supera a tudo e a todos com sua trama que homenageia as saudosas comédias românticas juvenis dos anos 80.

A película traz todos os elementos típicos dos filmes do gênero que hoje são considerados cult por quem viveu essa década única. Estamos exatamente em 1987. James Brennan (Jesse Eisenberg) acaba de se formar no colégio, mas as suas pretensões para o futuro não começam nada boas. Um “fora” de uma garota com quem vinha “ficando” nos últimos dias é o primeiro indicativo de um período negativo que pode vir pela frente. No entanto, nada se compara a uma notícia dada por seus pais: eles não tem mais condições financeiras para manter o filho em uma eventual faculdade de Jornalismo em Nova York e de dar a prometida viagem à Europa pós-formatura. Brennan terá de trabalhar no verão para financiar os próprios estudos.

Sem um currículo qualificado, o garoto consegue apenas um emprego no parque de diversões local, o Adventureland, como controlador dos jogos de sorte. Como ele, dezenas de jovens estão em busca de um dinheirinho extra. Entre narrações de corridas de cavalo e ameaças de clientes ávidos por um urso de pelúcia, Brennan faz amizades. Lá ele conhece os loucos donos do parque, Bobby (Bill Hader) e Paulette (Kristen Wiig), o cara da manutenção, Mike Connell (Ryan Reynolds), o nerd ateu, Joel (Martin Starr), e a gostosona Lisa P. (Margarita Leviava). Entretanto, ninguém lhe prende mais a atenção do que a bela Em Lewin (Kristen Stewart).

“Férias Frustradas de Verão” é nada mais do que o reflexo da inocência da juventude dos anos 80 se comparada com a da atualidade, até mesmo cinematograficamente. Basta olhar para o currículo do diretor do filme para constatar essa realidade. Enquanto que em “Superbad – É Hoje”, George Mottola retrata uma história regada a muita bebida, referências sexuais e nomes feios, aqui ele realiza algo bem mais leve e romântico. Não que faltem bebidas e sexo, mas aqui esses fatores não são a mola mestra. A amizade e o amor guiam os ideais destes jovens sonhadores.

Assim como os excelentes “Curtindo a Vida Adoidado” e “Clube dos Cinco”, dois marcos da década de 80, este filme reúne todos os elementos para se tornar um novo clássico juvenil, apesar de os tempos serem outros. Como característica mais marcante temos uma trama aparentemente fútil que mostra uma eventualidade na vida de um adolescente. Mas as histórias crescem. A banalidade dá lugar ao importante amadurecimento destes jovens e, quando menos esperamos, a emotividade faz destes filmes inesquecíveis. O caricatural é outro selo destes longas e “Férias Frustradas de Verão” faz uso desta propriedade com louvor porque é gradual e discreto. Os donos do parque são responsáveis pelo fator comédia, enquanto Lisa P. é sinônimo de sensualidade. A moça não hesita em demonstrar seu belo corpo enquanto dança com suas calças apertadas e coloridas no meio do público.

No entanto, é por James Brennan que o longa triunfa. O rapaz passa por aquelas fases indefinidas em que não se sabe se é adolescente ou adulto. Algumas responsabilidades surgem, enquanto outras ficam longe de quererem ser assumidas. Roteirizado pelo próprio Mottola, o enredo é sutil ao tratar sobre as mudanças que estão ocorrendo na vida de Brennan. A virgindade dele é guardada para alguém especial, já o uso de drogas acontece a qualquer momento, mesmo com certa moderação. Outro acerto do roteiro é não deixar os problemas ligados unicamente ao rapaz e seus amigos. Os pais deles também enfrentam dificuldades, com destaque para o pai de James que, após sofrer um decesso no emprego, se rende à bebida, mesmo que escondido da família.

Em época de inúmeras comédias românticas adultas, quem imaginaria que uma relação entre dois jovens seria uma das mais maduras do ano? James e Em protagonizam nada menos do que uma das histórias de amor mais bonitas do cinema dos últimos tempos. Tudo começa com uma gentileza da moça, que o salva de ameaças de clientes imbecis. Depois, passa para uma amizade inocente e, quando eles menos percebem, vira uma paixão de verão. Entraves existem para que essa relação prossiga. Ela tem um caso secreto com o mecânico metido a cantor e é bem mais experiente sexualmente do que James. Mas a simpatia e a inteligência do rapaz é exatamente o que Em precisa para enfrentar as responsabilidades da vida adulta que batem diariamente a sua porta.

Entre beijos tórridos, abraços verdadeiros e conversas reveladoras, os personagens são embalados por uma belíssima trilha sonora que reúne baladas famosas dos anos 80. É impossível resistir aos refrões de “Your Love”, de The Outfield, de “Sattelite of Love”, de Lou Reed, de “Pale Blue Eyes”, do Velvet Underground, e de “Don’t Change”, do INXS. Músicas de Crowded House e David Bowie também compõem a lista de canções melancólicas do filme, transformando a produção em uma incrível jornada de autoconhecimento. James, Em, Lisa P., Joel e Frigo são os nomes de alguns dos personagens cujas experiências de verão adorariam ser vividas por cada um de nós. Nem mesmo com um final açucarado demais, “Férias Frustradas de Verão” deixa de ser um dos melhores filmes do ano. Alugue e se delicie!

Notorious B.I.G – Nenhum Sonho é Grande Demais


Baseado na vida do rapper Notorious B.I.G, o filme do diretor George Timan Jr. apresenta o mundo do rap de forma interessante e muito competente. Uma ótima aula sobre o gênero.

Notorious B.I.G foi um dos nomes mais importantes do rap na famosa “Costa Leste”, em Nova York, juntamente com seu parceiro e maior incentivador Puffy Daddy. Biggie Smalls (outro apelido de B.I.G) traficava no Brooklin e já aos 17 anos, quando não estava preso, mostrava o domínio da rima entre seus companheiros. Na “Costa Oeste” estavam Dr. Dre e Tupac, fazendo muito sucesso naquele novo cenário do rap que emergia com força, esquecendo as roupas coloridas de alguns anos atrás (muitas coisas boas naquela época, com exceção do Mini Vanilli, aquele lixo nuclear), e mergulhando no submundo e na realidade crua dos indivíduos em questão.

O filme de George Tillman Jr. realmente surpreende. Acompanhado por diversos amigos, ou melhor, escudeiros que dividirão o palco com Big Poppa (outro apelido), realmente ficaria difícil de a realidade não saltar a tela. A produção pode parecer limpa demais em alguns momentos, mas podemos entender o espírito soul e funk presente, que permite essa certa discrepância, puxando tudo para as cores e tons do ritmo, elementos esses que o rapper manteve em suas músicas, meio a contragosto, como mostra o filme, mas foi um bom conselho de seus produtores, pois foi aí que ele disparou para o sucesso. Muito sucesso mesmo.

A mão do diretor se mostra um tanto limitada, mantendo um estilo neutro, talvez para viabilizar de forma mais coesa a informação para aqueles que não conhecem nada da história, o que é normal. Mas é no roteiro de Reggie Rock Bythewood e Cheo Hodari Coker que a obra ganha força. Passando pela infância e juventude do cantor – e só, pois afinal Christopher George Latore Wallace (nome verdadeiro) morreu aos 24 anos de idade -, toda sua personalidade foi composta de forma impecável, mostrando sua iniciação no crime, sua amizades, até o momento em que ele decide sair da rua e apostar na carreira, indo a eventos em faculdades pelo país.

Uma das críticas mais certeiras do filme foi o papel da mídia em volta dos atritos que viriam a surgir entre Tupac e B.I.G, sendo ela, a própria mídia, uma das principais influências na morte dos dois rappers. Rodeada por muita confusão, a história dos dois amigos, que trocavam improvisos constantemente em festas, é realmente triste, levando em conta o talento e expressão deles.

O time de atores é muito competente. Oo universo real está muito bem inserido no filme e seus atores são a maior prova disso. Jamal Woolard, que interpreta Christopher ‘Biggie’ Wallace, é praticamente um clone do cantor. O papel certamente seria difícil para atores comuns, mas logo se percebe que Jamal entende perfeitamente B.I.G. A mesma linha é seguida com a maioria dos coadjuvantes, como o excelente Marc John Jefferies, outro clone do pequenino amigo Lil Cease. Derek Luke, que fez o fraco “Milagre em Sta. Anna” de Spike Lee, está muito bem como Sean ‘Puffy’ Combs. O ator Anthony Mackie, que tem bons filmes no currículo como “Código das Ruas” também de Spike Lee e o excelente “Guerra ao Terror” da diretora Kathryn Bigelow , dá vida a Tupac Shakur, a lenda da “Costa Oeste”. Ele é bem sucedido ao tentar reproduzir toda a loucura e paranóia que havia no personagem.

Já no time das mulheres temos a lindíssima e muito talentosa Naturi Naughton, interpretando a cantora Lil Kim. Kim foi amante e parceira de B.I.G por muitos anos, sendo que o cantor se tornou seu produtor musical, mas nunca foi mais que isso. Muita raiva surge quando aparece a também cantora Faith Evans, com quem B.I.G se casa. Evans é interpretada pela também excelente Antonique Smith, ótima cantora. E fechando temos a experiente Angela Bassett como a mãe de B.I.G, Voletta Wallace, trazendo assim mais moral para o filme.

Outro elemento positivo foi o realismo dedicado às apresentações do cantor. Nos extras podemos conferir a anatomia das apresentações de Frank White (outro apelido de B.I.G). A riqueza de detalhes é muito grande, mesmo com quase 20 caras avulsos em cima do palco. Todos os atores que cantam no filme desempenham muito bem a função, e isso dá ainda mais vibração para os shows, que eram feitos praticamente sem cortes. Essa preocupação de semelhança buscada pelo diretor só fortalece o intuito de contar as coisas como elas realmente aconteceram. O único problema é que não há tradução nos extras, mas para aqueles que têm facilidade, o inglês do diretor George Tillman Jr. é possível de ser acompanhado e vale a pena conferir.

B.I.G foi um cara excepcional. Teve uma vida conturbada e superou as adversidades impondo respeito com seu talento. Morreu jovem em Los Angeles, viagem que fez para promover seu novo disco e tentar por um fim na guerra imposta entre leste e oeste. Mas o suposto “acerto de contas” foi executado e duas das maiores vozes do rap se calaram. Seu disco que estava pronto saiu como “Life After Death” e vendeu milhões de cópias. É considerado um dos melhores discos do gênero. Esta é uma história que merece ser contada e lembrada.

- Filme do Dia - O Virgem de 40 Anos


Virgem de 40 Anos, O
Steve Carell é O Virgem de 40 Anos, e sem dúvida, é a melhor revelação do ano. Evocando os velhos tempos dos Irmãos Farrely, o diretor estreante nos cinemas Judd Apatow, conta uma história se apoiando no quase imaginário.
Atualmente, para se fazer uma comédia acima da média, precisa-se apenas uma coisa: originalidade. Isso é com certeza o grande trunfo de O Virgem de 40 Anos. Atualmente, ver uma comédia boa mesmo, excluindo todas as possíveis vertentes para o romance ou para o drama, é algo bem difícil. Pelo menos para mim. Já faz um bom tempo que não via uma comédia assim, que busca na sátira, na paródia ao ser humano com um leque de referências, retratar da maneira mais escrachada e exagerada possível para atingir a risada, melhor dizendo, a gargalhada do espectador. Não condeno isso de maneira alguma. Não é uma comédia cabeça que te faz raciocinar, ou um pastelão artístico – estilo de Chaplin. É a comédia feita para rir, "besteirol", que não deixa de ser inteligente. As sacadas são geniais. Fazia tempo que não gargalhava tanto no cinema, fazia muito tempo.
Evocando os velhos tempos dos Irmãos Farrely, o diretor estreante nos cinemas Judd Apatow, conta uma história se apoiando no quase imaginário. Quando vi o trailer, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a imagem do diretor Skinner, de Os Simpsons, um homem de 44 anos ainda virgem. Imaginem um homem com 40 anos virgem. Hoje em dia, é difícil se pensar em alguém com 20 anos virgem. A nossa sociedade se tornou tão precoce, que só de ver um título desses, um sorriso é produzido. Virou irreal, fantasia. Mesmo nos tempos passados, uma hipótese dessa era estranha – mesmo que fosse escondido, como a Rainha Virgem, que de virgem não tinha nada. Até mesmo padres, celibatários, é difícil imaginá-los virgem, devido a toda corrupção da Igreja. É só assistir a O Nome da Rosa para evidenciar isso. De maneira alguma quero dizer que não há celibatários oficiais virgens, com certeza existem, mas cada vez mais é difícil encontrá-los. Por isso soa tão absurdo a idéia de alguém com 40 anos ser virgem. O filme ainda coloca o sexo como diferenciador, o virgem era imaginado como um psicopata por seu colega de trabalho de tão pavorosamente patético que era e ao mesmo tempo apavorante.
A originalidade do filme vem cargada nisso. O cara é tão vazio, tão patético, que é um crianção, não em maturidade, mas na questão do prazer, já que seu motivo de adoração são seus brinquedos – seus bonecos -na embalagem original. Outro detalhe que me remete a "Os Simpsons", na personagem do dono da loja de quadrinhos e um fim de semana conturbado, é quando ele sente desejo por um determinado tipo de sanduíche. Até que um dia ele é convidado para jogar pôquer, e uma cena hilária sucede-se. A partir daí, todos os esforços dos agora amigos serão revertidos numa tentativa de fazê-lo transar, a qualquer custo.
Andy – o virgem -, é, quanto ao sexo, como um garoto de 12/13 anos, que quer saber de tudo sobre sexo. Posições, como fazer na hora, dicas, entre outras coisas. E o paralelo que se pode ver nisso é com a juventude, com o diferencial que ele é um sujeito frustrado.
Para não ser um pretenso estraga prazeres, não contarei outras referências, e nem descreverei as cenas, só irei mencionar as melhores: quando descobrem que ele é virgem, a depilação, colocando a camisinha, visitando um centro de ajuda sobre sexo, falando com a mocinha da loja ao lado, quando David o presenteia com uma caixa e a brilhante cena final.
Vocês conhecem um cara chamado Steve Carell? Ele andou fazendo umas comédias, sempre como coadjuvante. Ele é Evan Braxter de "Todo Poderoso" e Brick Tamland de "O Âncora". Quem viu os filmes sabe que ele é um dos grandes atrativos – a melhor cena de Todo Poderoso é protagonizada por ele – e agora, ele virou o principal. Steve Carell é O Virgem de 40 Anos, e sem dúvida é a melhor revelação do ano, e é dono de uma das melhores performances do ano. Só vendo para descobrir que ele será um dos grandes comediantes, colocando para trás nomes como Ben Stiller e até mesmo Jim Carrey – pelo menos no âmbito da comédia. A expressão dele é fenomenal, sua tonalidade de voz, sua maneira exaltada, são perfeitas. Ele é a razão para esse filme ser tão engraçado. Sinceramente, deveriam chover nomeações a prêmios e propostas de trabalho. O cara é fenomenal.
Pode até ser que eu esteja superestimando essa comédia, que tem sua ingenuidade no grotesco, e pode até ser taxada de mau gosto, mas não se pode negar a originalidade do roteiro, peculiar, irônico, satírico e com uma boa dose de humor negro. Finalmente, esse gênero está de volta com um bom representante.
A trilha sonora também tem seus atrativos.
Eu queria me prolongar, mas não quero estragar nenhuma possível cena do filme, pois o seu grande deleite é assisti-lo e rir, gargalhar, pois a comédia foi feita para isso, ainda mais essa, descompromissada, e cheia de achados, que tem em seu poder, o excelente emprego das referências, seja explícita, seja na paródia.
Só deixando uma cena:
Cal: Be David Caruso in Jade.
Beth: [Andy is staring at her] Can I help you?
Andy Stitzer: Do I need help?
Beth: Ummm… is there something you are looking for?
Andy Stitzer: Is there something I should be looking for?
Beth: We have an extensive do-it-yourself section.
Andy Stitzer: Do you like to … do it yourself?

“Avatar” assume a segunda posição em bilheteria na história do cinema


Era só questão de tempo. Muito se falou sobre “Avatar“, principalmente sobre seu grande orçamento (US$ 400 milhões em produção e divulgação), que o tornou o filme mais caro já feito e gerou discussões sobre se o longa de ficção científica, que prometia ser o mais novo clássico do gênero, conseguiria retorno suficiente nas bilheterias. Agora o mundo do cinema está aos pés do diretor James Cameron, de novo.

Em pouco menos de 20 dias de exibição, o filme já atingiu a marca de 1 bilhão e 131 milhões de dólares arrecadados em todo o mundo. Tornado-se o 2º filme de maior arrecadação da história do cinema, atrás apenas de “Titanic”, vencedor de 11 Oscars, também do diretor.

O top5 mudou e ficou assim:

1. Titanic – US$ 1,842,879,955
2. Avatar – US$ 1,131,752,464
3. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – US$ 1,119,110,941
4. Piratas do Caribe: O Baú da Morte – US$ 1,066,179,725
5. Batman – O Cavaleiro das Trevas – US$ 1,001,921,825

A pergunta é: será que ele vai passar Titanic?

Na trama, um jovem soldado paraplégico (Sam Worthington) é recrutado para uma missão onde tem que se infiltrar entre os membros da população do planeta Pandora (os Na’vi) através de um avatar com DNA dos nativos. Sua missão é descobrir a fonte de uma preciosa pedra utilizada para gerar energia. Mas sua ligação com os nativos coloca-o em conflito entre os humanos e os Na’vi.

No Brasil, “Avatar” já faturou 35 milhões de reais e foi visto por mais de 3,6 milhões de pessoas.

Sam Mendes negocia direção do proximo 007


As notícias são boas para os fãs da franquia James Bond que já estavam ansiosos por uma decisão sobre o futuro do próximo longa. O site da publicação The Hollywood Reporter divulgou que a equipe de produção já teria escolhido Sam Mendes (“Foi Apenas um Sonho“) como o diretor de “Bond 23“. O diretor ainda está em negociações com a MGM.

A escolha de Mendes, que ganhou o Oscar por “Beleza Americana“, seria porque os produtores querem manter uma linha mais autoral com os filmes de James Bond, assim como foi Marc Foster (“Em Busca da Terra do Nunca“) em “007 – Quantum of Solace”.

A notícia sobre as negociações com Mendes vem em meio a uma crise financeira enfrentada pela MGM, razão pela qual a produção do próximo filme estaria atrasada. Os roteiristas Neal Purvis (“007 – Um Novo Dia Pra Morrer“), Robert Wade (“007 – O Mundo Não é o Bastante“) e Peter Morgan (“Frost/Nixon“) já estão trabalhando no filme. Daniel Craig (“Um Ato de Liberdade“) retorna ao papel do agente secreto mais famoso do mundo.

A expectativa dos produtores da franquia “007″, Michael Wilson e Barbara Broccoli, é de que o filme comece a ser rodado em junho, para que seja lançado já em 2011.